Resultados do primeiro ciclo de trabalho do GT de Títulos Verdes
29/01/2018
GT de Títulos Verdes – Resultados da Terceira Reunião Presencial
22/05/2018

Resultados do primeiro ciclo de trabalho do GT de Finanças Verdes

O GT de Finanças Verdes se propôs a discutir as iniciativas sobre técnicas de financiamento e instrumentos de mercado de capitais voltadas para sustentabilidade. Para isso, construiu um diálogo intersetorial, liderado pelo Sistema Nacional de Fomento, para originar, avaliar e testar inovações financeiras que suportem o desenvolvimento sustentável do Brasil, notadamente no que se refere às questões ambientais e de inclusão social. No seu primeiro ano de funcionamento, o GT de Finanças Verdes está se dedicando à discussão sobre instrumentos financeiros para impulsar investimentos em eficiência energética (edifícios, indústria, iluminação pública) e energia renovável distribuída. Ao longo deste período, o grupo foi dividido em áreas temáticas que se especializaram nos seguintes temas: (i) garantias e seguros, (ii) veículos de investimento; (iii) alternativas de funding; e (iv) regulatório. Os integrantes se dividiram e se debruçaram sobre cada um dos assuntos.

Dia 23 de novembro foi realizada a segunda reunião. É válido destacar na temática regulatório a decisão do grupo de funcionar como consultoria para os demais temáticas. Assim, este subgrupo irá analisar as consultas das demais áreas sobre barreiras regulatórias que possam vir a aparecer nas propostas pilotos desenhadas. Na área temática de alternativas de funding, ressalta-se as apresentações da proposta que vem sendo desenvolvida pela Fomento Paraná e apoiada pelo consultor do BID, Luiz Serrano, sobre o desenvolvimento de Depósitos Interfinanceiros Verdes (DIV) e do Banco Mundial sobre o Fundo de Eficiência Energética.

Na área de veículos de investimentos, foram apresentadas três propostas de potencial piloto que será desenhado pelo grupo. A primeira trata de desenho de um sistema integrado entre a empresa de energia, FDIC e o Fundo Garantidos da ANEEL, onde o sistema proposto se retroalimentaria. A segunda, foca no desenho de um Fundo de Primeira Perda, visando ao aprimoramento de crédito e/ou equity para reduzir o risco, utilizando o capital comercial e, ao mesmo tempo, estimular a atividade de investimento em novos mercados. Por fim, estaria a proposta de estimular as operações de cotas subordinadas em FIPs no mercado, que ocorreria via estudo sobre o mercado e melhorias na regulação já existente. Por último, na área temática de garantias foi apresentado o programa Energy Savings Insurance executado pelo BID em parceria com o BRDE, Bandes e Goiás Fomento. Além disso, apresentou o estudo realizado pelos membros sobre benchmarking internacional dos produtos de garantias para eficiência energética, seguro perfomance, seguro paramétrico, mecanismo garantidor de eficiência energética e seguro sobre o principal da dívida.