GT de Títulos Verdes – Resultados da Terceira Reunião Presencial
22/05/2018
GT Instrumentos Financeiros e Investimentos de Impacto – Resultados da Terceira Reunião Presencial
22/05/2018

GT Fintech – Resultados da Segunda Reunião Presencial

No dia 10 de maio o GT de Fintech se reuniu para sua segunda reunião presencial. Dando continuidade as discussões levantadas em janeiro, ao longo dos últimos meses o GT levantou as principais dúvidas das fintechs sobre a regulamentação em vigor, elencaram as principais iniciativas de fomento das instituições participantes do grupo e fizeram um benchmarking sobre como as instituições financeiras estão estabelecendo parcerias com as fintechs.

Assim, no dia 10 os reguladores, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central (BC) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep), responderam as perguntadas levantadas pelas fintechs, visando esclarecer os pontos cobertos pela regulamentação atual e seu entendimento sobre os temas levantados, como Initial Coin Offering – ICOs, criptomoedas e blockchain. O grupo passa agora a estruturar documento sobre como um sandbox regulatório poderia ser desenhado no Brasil. Complementando a agenda, Diego Herrera, BID, apresentou diretrizes que podem servir de inspiração para o sandbox regulatório no Brasil. Esta foi baseada em sua publicação recente no BID “Sandbox regulatório na América Latina e Caribe para o ecossistema FinTech e o sistema financeiro”.

Entrando no tema de fomento ao ecossistema diversas instituições apresentaram suas iniciativas que visam incentivar as atuações das fintechs. Neste sentido, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) apresentou as linhas de crédito destinadas ao desenvolvimento da inovação. Outra iniciativa apresentada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) foi o SebraeLab que visa desenvolver espaços capazes de estimular a criatividade, a inovação, o consumo de inovação, a geração de novos conhecimentos, o aprendizado contínuo e as múltiplas conexões nos negócios.  Além disso, foi apresentado o Foresee, projeto da B3, que busca o desenvolvimento do mercado, o aculturamento na instituição e a busca por novas oportunidades.

Por fim, foi apresentado o benchmarking realizado pelo BDMG sobre conexão das instituições financeiras com as Fintechs. O grupo identificou três modelos possíveis. Através de (i) parceria pontual, para prestação de serviços específicos; (ii) parceria direcionada, voltada para o desenvolvimento de uma solução para um desafio interno existente; e (iii) interseção no ecossistema, sendo essa uma proposta voltada para mudanças de cultura e de modelo de negócio das instituições já estabelecidas.

Foram apresentados ainda dois exemplos de parcerias realizadas, uma pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outra pela Desenvolve SP. O BNDES realizou uma consulta pública com o objetivo de aprimorar sua interação com o Micro, Pequeno e Médio Empresário, e assim buscar soluções no mercado de fintechs para alavancar o Canal do Desenvolvedor MPME, caracterizando aderência ao item (ii), mencionado acima. Já a Desenvolve SP lançou um edital para contratar uma fintech para operacionalizar o projeto piloto desenvolvido em conjunto com o Sebrae e o BNDES para distribuir microcrédito à microempreendedor Individual (MEI).